sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Gaudí*






             Colírios perdidos.

             Mesmo na sombra de um beijo   

              Há luz!


                                Nascem lírios neste refratário epidérmico que me reveste
                                
                            
             Lírios de luz.



                                              Tragam-me os cacos:  é de mosaicos que se vive.

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Poesia selecionada para a Revista Um Conto 

* Poema em homenagem ao arquiteto Antoni Gaudí que tanto me inspira, sobretudo, neste poema com o seu Parque Guell.  Faça um tour virtual aqui e se encante como eu me encantei!

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Canto Jaguaribano



Dedicado a García Lorca que me ensinara a cantar minha aldeia.

Amor Velado
Veludo escarlate
Rimas e ruídos no ar

São anjos que me batem a porta
ou são braços eólicos a importunar? 

Dunas líricas
Cantos de Areia
Melodia oceânica
Voz de Sereia

Aragem cearense
Jandaia canora 
Aracati cósmico
Mito Jaguar.

Onde será que o pescador mora
Onde será?
Ceará!

Córrego dos Rodrigues,Aracati-CE
09:19

sábado, 24 de dezembro de 2011

Feliz Natal!



domingo, 4 de dezembro de 2011

O Decreto de Atempus e a Civilização Uróboro




E o tempo...
Se me perguntarem, digo que não existe


Decreto a morte do Tempo
Das ampulhetas e do Rolex
Do relógio d’água e de xadrez
De azeite e digital
Do atômico ao quartzo ou de sol
Horológios em decadência!


Nunca mais pêndulos a contar-me os dias
Basta de ponteiros a marca-me a existência
Tempo que perco tanto
E não tenho nunca!


É extinto todo calendário
Big Ben maldito que nos aprisiona a vida
Em elegantes agendas de couro
Voraz estômago de cupim


Abaixo o império de Cronus !
Uróboros que somos
Nunca nascemos nunca morreremos
Herdeiros de Kairos ,aguardamos Aevum
Exonerado está o Ontem, o Amanhã e o Depois
Aposentados estão as Horas, Minutos e Segundos
Suplantados pela Revolução de Atempus


O universo para Ser não precisou explodir
Porque desde ali já existia, ó decrépito Big Bang!
E em estabelecimento do Artigo primeiro e único:
-Tudo e todos são infinitos!
E se infinitos são, começo e fim se perdem
Porque tudo que termina, um dia foi começo
E tudo que se inicia, com o fim aninha-se
Pois se sabe que não é o tropeço que principia a queda!
Karline Batista

domingo, 17 de julho de 2011

Conta-Gotas



Se escondo uma lágrima
Não é por medo de macular minha pele
Nem para ocultar o meu lado cristal.
Meu temor é que elas se petrifiquem rápido demais
E entulhem minha alma-vala comum.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Ao Amor




Ter o coração sempre inflamado
Brasas e Beijos
E nas labaredas das batidas deste teu amor insano
me render vertiginosamente ao poço dos teus prazeres

Sondar o silêncio das tuas entre-palavras
e me embrenhar no emaranhado da tua voz
Ser tua tua tua
Sem jamais retroceder.
Ser tua tua tua...
E que o meu pertencimento te pertença ao infinito

terça-feira, 25 de maio de 2010

Vinhos,Rosas e Mulheres.



Mulheres sempre esperam mais
quando sabem que vão receber de menos
Inegável.
(...)
Se eu tivesse deixado murchar todas as rosas
Teria visto que preteri um ramalhate
quando podia ter todo o roseiral.
( descompasso)
De passo em passo
Retomo o ritmo.
Neste baile da vida sempre se pode mudar o tom.
Apesar de perder o cavalheiro...

Não nos culpemos mulheres...Erga-se e brinde: vai-se o vinho, permanece a taça !


segunda-feira, 3 de maio de 2010

Kynismós



Ando transgredindo o que acredito
por dois tostões do que sinto
Num valsar de sonhos e indulgências
que estipulo para minha própria seita e cabeça:
-Ando torpemente.
De mal em mal, a Natureza me reinventa
e construirá com teias uma carapaça para meu corpo
À prova de cinismo e catástrofes humanamente forjadas:
 - Reclusa no meu pseudotorpor para ver se vivo melhormente camuflada nesta terra de breus.
La vie in blanc.
Meus gritos rompem as correntes.
E  com as unhas,desprendo as raízes de minha carne enquanto a seiva sanguinolenta se alastra pelos campos extintos do meu coração...
...
...
...
...
....
E mergulho em qualquer parte da Essência.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Ampulheta





Fazer valer os dias
No passar das horas
sem poupar os minutos
nem esnobar os segundos.
(Karline)

segunda-feira, 29 de março de 2010

Nas Gavetas

Por Karline Batista


Ter um sorriso para cada dia
E um dia todo para viver
Saber de cor uma poesia
Com mil flores a oferecer

Se o passado fosse um fóssil
Teria muito Arqueólogo
Escondendo o seu

Queria ser um abril não chuvoso
Com mil beijos nas mãos
E dois no bolso
Só para brincar de viver.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Feliz Ano Novo Denovo!



 
O que traz o Ano Novo de novo
Se os dias são os mesmos
E as pessoas também?
A maior novidade do Ano Novo
É o resgate da crença de dias melhores.
A sensação de que temos um novo capitulo
uma nova página
ou até mesmo um novo parágrafo.

Isso revitaliza o ser humano
Fazendo-o acreditar em sim mesmo e no potencial do próximo.
E assim somam forças.
E Forças unidas movem o mundo.
Daí se começa o ano com tudo.
Daí se faz planos.
Daí se projeta melhor o futuro.

Entretanto essa sensação de Novidade
não pode surgir só a cada fim de ano
mais a cada fim de dia.
Então aproveite essa energia que o Ano Novo traz denovo
E leve com você durante todo esse ano.

Crie suas novidades apartir das rotinas.
E faça da sua rotina sempre uma novidade.
Reinvente seu dia
Reinvente sua vida


Renove seu amor pelas pessoas queridas
Refaça os laços rompidos
Reaprenda
Realce
Renasça .
Ainda há muita vida la fora esperando por cada um de nós
 Eu Acredito: E você?

Que Venha!

O ano passou
E nós ainda restamos
Entre lutas e alegrias
Marchas e derrotas
O ano passou...
Mas ainda restamos
O pó que se eleva do chão nos atingi mas não nos detem.
O vento não nos detem
As adversidades não nos detem
Os desafios não nos detem
O medo nos paralisa
Nos imobiliza
Então que ele se vá com o ano que se retira
Deixando o caminho aberto para o que virá
Ah e muita coisa estar por vir
O ano passou
Mas nós não passamos!
Que venha o novo!
A Noite Velha ficará para trás.
Nós não!
Aguardamos os amanheceres que virão.
E eles virão.
Que venham!

sábado, 26 de dezembro de 2009

Transições


Transito dentro mim
Nesse tráfego de sonhos e desejos
Passo por entre as gentes
Essa gente que me olha sem me ver
Só, o corpo desliza por entre o espaço
Vento, poeira, sons, desabores, rumos, cheiros, amores...
Nos corredores dessa vida
Avenida de meus anseios
Ando descalça para sentir o ritmo das ruas
E não voltar para Casa, vazia desta viagem
Que a Vida me chamou há umas duas décadas atrás.
Triste não é ser mais um na multidão
Mas não ter uma Multidão para mostrar o A Mais.